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Xangô
Xangô traz nas mãos o Oxé, machado de dois lados representando o peso igual nos julgamentos. Traz também o xerém, espécie de chocalho usado para dispertar a ira dos raios e das trovoadas.
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XANGÔ
– O Rei do Trovão Orixá
de grande valia e importância nos Cultos Afro-Brasileiros, tem alguns
cultos que levam o seu próprio nome, tamanha a popularidade deste Orixá.
Divide com Ogum a popularidade e o respeito dos fiéis, tanto nos Candomblés
(diversas nações) como na Umbanda. Xangô foi o grande Obá (rei) da
cidade de Oyó, representando, na linha de sucessão, seu quarto alafin
(segundo fontes fidedignas). Ele fez sua passagem pela Terra por volta de
1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de ferro,
sendo, ao mesmo tempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes
comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder. Alguns relatos afirmam
que Xangô destronou seu próprio irmão, Dadá-Ajanká, para tomar o seu
lugar. É o orixá das pedreiras, das terras áridas e das rochas. Seu
elemento é o fogo, dominando também o raio e o trovão. O metal a que
pertence é o cobre. Possui, como símbolo da natureza, a pedra de raio,
que se cria quando um raio cai na terra. Sua ferramenta principal é o Oxé,
ou machado duplo, simbolizando a imparcialidade na hora da justiça.
Carrega também o Xerém, espécie de cabaça que é usada por certas
qualidades deste Orixá. Xangô detém um profundo conhecimento e ligação
com as árvores, de onde provêm muitos de seus objetos de culto, como a
gamela e o pilão. É muito violento, mas nunca gratuitamente. Quando
provocado, castiga seus inimigos sem piedade, sendo implacável nas
guerras de conquista, atividade que exerce com maestria. Se for necessário,
Xangô usa seus poderes de feitiçaria para destruir o inimigo. Como
grande amante da justiça, é imparcial em suas ações, usando toda sua
autoridade para resolver as mais difíceis questões, tarefa que ninguém
gosta de fazer. Sempre podemos recorrer a ele quando nos defrontarmos com
questões litigiosas ou problemas jurídicos. Segundo a mitologia
africana, um traço marcante desse orixá é o fato de se fazer notar,
sendo muito atraente e vaidoso. Ele teve várias uniões com outros orixás,
como Oxum, Obá e Iansã, que era sua prima e esposa predileta. Diz a
tradição de lendas que Xangô tem medo da morte, pelo fato de abandonar
a cabeça (ou ori) de seus filhos de santo. Orixá poderoso que não teme
nada, não suportanto o frio que emana de um corpo sem vida. Xangô possui
a energia do fogo, que irradia calor e possibilita a existência da vida.
A morte e o frio são contrários à sua essência. Nos meses de junho,
mantém-se uma tradição festiva, que são as famosas fogueiras de Xangô,
feitas em sua homenagem. Xangô é um orixá que teve vontade de
experimentar a criação divina, ou seja, ele quis nascer e viver aqui na
Terra. Como foi dito no início, existiu um rei, na cidade de Oyó, que
era muito poderoso, sendo identificado como a energia Xangô. São Gerônimo
(Agodô) é o sincretismo mais conhecido deste Orixá. São Pedro (Alafim),
São João Batista (Xangô do Ouro ou Xangô menino) e São José (Agaju)
também são qualidades de Xangô. Embora alguns estudiosos dão
também como sincretismo São Miguel e São Gabriel. Orixá presente em
todas as feituras de casas de santo, tem no axé da casa a sua Pedra
Sagrada conhecida como “Okanixé”. Outras qualidades de Xangô são:
Abomi, Alufam, Airá, Echê e Ibaru. Esta sentado no meio de 12 ministros
chamados (obagues) que seriam seus ministros. Os ministros da direita
absolvem enquento os da esquerda condenam. Para o contexto Umbandista,
Xangô mora no alto de uma pedreira, e carrega o livro sagrado (as
escrituras) e as Sete Chaves da Sabedoria. Xangô controla todas as forças
naturais por intermédio dos astros, é conhecido como o Rei dos Astros.
Vive no seu castelo, além do seu criado Oxumarê (quando o arco-irís
aparece, significa que Oxumarê veio a Terra e está levando água ao
Reino de Xangô), tem como servos Biri (as trevas) e Afefe (o vento). Nos
candomblé dança com suas cores rituais que são o vermelho, branco e
marrom. Algumas qualidades trazem na cabeça um gorro na cor vermelha.
Conta uma lenda que explica o fato de Xangô e Iansã deterem ao mesmo
tempo o poder do fogo. Vivia Xangô no reino de Oió e ouviu dizer de um
certo mago que vivia num reino distante que tinha uma poção capaz de
fazer com que aquele que a tomasse, pudesse cuspir fogo e Ter o domínio
sobre os raios e as tempestadades. Xangô muito ocupado, manda Iansã até
o Reino viziho para pegar a tal poção. Lá chegando Iansã pega a tal poção
e é avisada pelo mago para que não ousasse beber tal composto. No
caminho, Iansã sente uma sede muito grande e não resistindo toma parte
da poção. Chegando ao Reino de Oió, é perguntada por Xangô sobre o
sucesso da viagem. Sem esperar, no ato da resposta Iansã fala com
labaredas de fogo saindo pela boca. Xangô irado, manda Iansã embora, mas
sabendo que a partir daquele dia teria Iansã como companheira dos raios e
trovões. O
Arquétipo dos seus filhos Assim
como o orixá, seus filhos são amantes da justiça, agindo com muita
imparcialidade, podendo ser excelentes profissionais ligados à área jurídica.
Podem também exercer cargos dentro do exército ou do governo, devido às
suas qualidades de autoridade e comando. Sabem, como ninguém, administrar
seu patrimônio, não deixando que nada escape ao seu controle. Embora não
admitam, também gostam de controlar as despesas dos membros de sua família,
mas não deixa que nada lhes falte. Fisicamente são fortes, com discreta
tendência à obesidade. Geralmente, são de média ou baixa estatura, com
estrutura óssea bem desenvolvida e, quase sempre, desprovidos de nádegas.
Seus filhos podem ser identificados pelo forte timbre de voz,
assemelhando-se ao barulho do trovão. São honestos e sinceros em seus
relacionamentos, mas dificilmente fiéis. Têm a fama de mulherengos.
Apresentam alta dose de energia, auto-estima e egocentrismo. Possuem uma
postura nobre e hábitos aristocráticos, gostando de dar a última
palavra em tudo. Seu humor é variável, sendo incapazes de cometer
injustiças. O
Culto ao Orixá Para
se entender o culto aos Orixás, é necessário conhecer o significado da
palavra: o orixá é a força da natureza divinizada. De acordo com as
lendas Yorubás, os orixá vieram do Orum para o Ayé (do céu para a
terra). Tiveram corpo físico na Terra por algum tempo, com vida
semelhante à dos homens. Depois voltaram em definitivo para o Orum,
deixando para os homens as instruções de como seriam cultuados
futuramente. Xangô é cultuado as quartas-feiras com Iansã e com Oxumarê.
No Brasil é Orixá de alta patente, tendo em Alagoas e em Sergipe
significado de Casa de Santo ou terreiro. Seu cardápio sagrado é
constituído de Abô (carneiro), Akukó (galo), Etu (galinha). Seu animal
sagrado é o Ajapá (cágado). Uma das comidas mais conhecidas deste Orixá
é o Amalá, espécie de pirão de farinha com carne misturado com
quiabos, colocado na gameleira e enfeitado com certo numero de quiabos (em
geral 12) mais pode variar de acordo com o intuito e com a qualidade. Sua
filiação seria Oxalá e Yemanjá. Sua área de atuação seria a justiça
e todas as causas que dependem de certa atenção. Está presente também
na proteção de catátrofes e tragédias. Sua bebida é o aluá ou a
cerveja preta. Suas contas são de cor marrom. Sua saudação é Kaô
Kabecile!!!
O maior dos Sincretismos! O Rei dos Astros São Gerônimo.
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