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Nanã Buruku
Orixá mais velha do reino dos céus. Mãe dos Orixás Dahomeanos. Traz o Ibiri, instrumento que como o Xaxará de Obaluaiê traz os segredos da vida e da morte.
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NANÃ – A Mais
Velha do Reino dos Céus
É
vodun (orixá) da nação Gêge, de tempos imemoriais. Está associada aos
mitos da criação da Terra, sendo a precursora de todas as divindades que
têm o poder de gerar a vida. É o lado feminino dos criadores do mundo.
Grande Senhora das terras molhadas e fecundas, com a qual foram criados
todos os seres, reina na lama, que formou a Terra, nas águas paradas e pântanos.
Ao mesmo tempo em que dá vida às criaturas, faz com que retornem ao seu
elemento de origem para, mais tarde, renascerem na Terra, formando o ciclo
da vida e da morte. Por isso, nós acreditamos que o corpo, após a morte,
deve ser devolvido à terra, de onde ele saiu um dia. Nana, pelo fato de
ser um dos primeiros orixás criados por Olorun, é caracterizada como uma
anciã, ou uma avó. Novamente, caímos no erro de comparar uma energia
sobrenatural, que é o orixá, com simples mortais, atribuindo-lhes uma
idade cronológica humana. É guardiã do reinado dos eguns e ancestrais,
assim como seu filho Obaluaiê, usando o ibiri (espécie de bastão ritual
com a ponta curva, confeccionado com palha da costa e búzios) como
elemento controlador e genitor. Sua existência vem de tempos remotos,
anteriores à descoberta do ferro, por isso, em seus rituais, não devem
ser utilizados objetos cortantes de metal. Nunca devemos evocá-la sem um
motivo muito forte. Mesmo seus próprios filhos. É um orixá muito
poderoso e de tendência devastadora, quando provocado. Seus preceitos são
extremamente complexos e ricos em detalhes. Se o babalorixá não tiver
perícia e conhecimento, poderá cometer erros que serão fatais, tanto
para ele como para o iniciado. Raramente um filho Nana é incorporado por
sua energia, sendo que suas aparições nos terreiros têm um intervalo mínimo
de três anos. Quando alguém a incorpora, deve-se interromper o xirê
para saudá-la em especial. Coloca-se, em suas mãos, um cajado de ponta
curva, recoberto de búzios, e uma base de palha desfiada, com o qual ela
insinua uma varredura do ambiente, limpando-o de todas as más influências.
Se a noviça não estiver paramentada com as roupas rituais, amarra-se um
torço na cabeça, juntamente com algumas folhas especiais de Nana
(mamona, flor da noite, etc.), recobrindo os olhos. Os voduns Gêges não
costumam revelar seu rosto. Os fundamentos necessários para louvar esse
orixá pertencem à cultura Gêge. Mesmo que existam filhos de Nana em
outras nações, todos os preceitos devem ser feitos dentro dos rituais
desta nação. Nana vive nas madrugadas, quando o orvalho umedece a terra.
Por isso, só aceita oferendas em sua homenagem após as três horas da
manhã, quando o sol ainda não se levantou. O babalorixá não deve
deixar esses ebós à mostra, e deverá abandonar o local dos rituais
rapidamente, pois existe o risco de aparecerem cobras perto da comida. Os
búzios também fazem parte de seus paramentos, ornando seu cajado, o
ibiri e o brajá. Dia da semana: terça-feira e sábado. Cores: branco,
preto, roxo e azul. Domínios: lama, pântanos, lodo do fundo dos rios e
mares.
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